quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os 20 anos do Linux

Via blog Luis Nassif

Atacar a Microsoft é como chutar cachorro morto, diz diretor da Linux Foundation
Duas décadas após Linus Torvalds ter desenvolvido seu famoso kernel de sistema operacional, a batalha entre Linux e Microsoft está terminada, e o Linux venceu -- diz o diretor executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin.

Com uma única exceção, que são os computadores pessoais, o Linux ultrapassou a Microsoft em todos os mercados, do servidor aos dispositivos móveis, afirma Zemlin.

"Eu acho que a gente simplesmente não se importa muito mais com a Microsoft", diz Zemlin. "Eles eram nossos grandes rivais, agora é mais ou menos como chutar um cachorro morto".
"Creio que nesse aniversário de 20 anos, vale a pena refletir sobre de onde viemos". "Linux teve um começo humilde, como projeto de um estudante de Helsinki, e tornou-se a plataforma sobre a qual hoje circula 70% do sistema financeiro global, a plataforma sobre a qual circula a maior parte do tráfego da internet, seja o Facebook, Google, ou Amazon".
diz Zemlin
Linux pode ser encontrado em dispositivos eletrônicos para o consumidor, como as televisões e camcorders da Sony, o Kindle da Amazon, smartphones e tablets que rodam o sistema Android;
Linux lidera o mercado do menor sistema embarcado até os maiores supercomputadores, com mais de 90% dos top 500 supercomputadores do mundo".
"O Linux domina quase todas as categorias de computação, com a exceção do desktop", diz Zemlin.

A falha do Linux em capturar o desktop é desapontadora para muitos, admite Zemlin. Mas "a boa notícia é que o PC tradicional está se tornando cada vez menos importante, e as áreas nas quais o Linux é mais forte estão se tornando mais importantes".

A Linux Foundation, da qual Linus Torvalds é funcionário, dedica-se a acelerar a adoção e desenvolvimento do Linux. Criada em 2007 e sediada em San Francisco, a Fundação conta entre seus membros incluindo a IBM, Intel, Oracle, Cisco, Google, HP, Red Hat, e dezenas de outras.

"É basicamente todo mundo menos a Microsoft", diz Zemlin. "Nós recebemos contribuições de corporações e de indivíduos que acreditam no Linux e o utilizam todos os dias".

Apesar do futuro promissor, Zemlin observa que ainda existem ameaças. Processos envolvendo patentes de software e incerteza legal impedem algumas organizações de adotarem o Software Livre.


Fonte: Blog Luis Nassif

domingo, 20 de março de 2011

O Ilustrador João Montanaro, 14 anos

Entrevista do LeMonde com o ilustrador João Montanaro
Com apenas 14 anos, João Montanaro já divide espaço nas páginas ilustradas dos principais jornais e revistas com nomes como Laerte, Orlando e Angeli.
Foto: Revista Época,acessado 20mar2011

Vídeo: LeMonde,acessado 20mar2011

Blog de João Montanaro

Fonte: LeMonde Diplomatique

domingo, 27 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vírus: Existe vírus para LÍNUX?

Este artigo abaixo foi produzido originalmente no Blog Análise da Ciência .

Uma das grandes perguntas dos iniciantes, no uso de sistemas operacionais Linux, é se estes sofrem a ação dos vírus de computador.

Para responder essa questão devemos analisar alguns pontos importantes.

Vírus de Computador

O que seria bem um vírus de computador?

Numa consideração ”lato sensu”, ou seja, ampla, qualquer programa com função maliciosa é um vírus. Entretanto, numa visão mais técnica e ”strictu sensu”, os vírus são programas maliciosos que têm técnicas de reprodução, explorando falhas nos sistemas, de forma que possam se replicar para outros computadores.

Assim, um vírus que se envia por e-mail para toda a sua lista de endereços, ou aquele que se replica no pen-drive etc, são programas que exploram falhas no sistema e procuram se replicar de um computador para o outro, além de efetuarem os estragos a que estão programados.

Um cavalo de Tróia, no modo estrito de responder o que é um vírus, pode não ser considerado, em última instância, como um vírus que se auto-replica (pois estes nem sempre têm mecanismo de reprodução, por vezes são apenas iscas para garantir invasões de intrusos em sua máquina): há aqui o efeito psicológico envolvido – o usuário, que é humano, pode ser ludibriado "psicologicamente" a executar tais códigos de forma que estes possam permitir danos por crackers invasores.
[você já deve ter recebido um e-mail  de algum conhecido no qual é pedido para clicar em um determinado link para ver uma foto da turma da escola, ou de uma festa que você não foi, ou de uma amiga que  há tempos você não vê, ou coisa parecida.
Na realidade, o seu conhecido deve estar com o computador dele "infectado" com vírus, o tal programa malicioso, que se multiplicou por meio da lista de e-mail dele tentando convencer a você,  ludibriá-lo psicologicamente, a executar o tal programa malicioso ao clicar no link para ver a foto.
Com certeza você já deve ter clicado pelo menos uma vez...  afinal, quem já não foi em festas, ou já teve ou têm a velha turma de amigos, da escola ou faculdade, ou aquela amiga que há tempos não vê?
Ao clicar no tal link da foto, vai executar o tal programa malicioso, o vírus, e este infectará o seu computador e ao mesmo tempo se multiplicará, via sua lista de e-mail de amigos, na Internet enviando a mesma mensagem.]
Entretanto, se pensarmos da forma ”lato sensu”, podemos considerar vários tipos de códigos maliciosos como vírus; mas para este intento deveríamos ter um leque enorme de tipos de vírus de computador.

O funcionamento do Windows

Em geral no Microsoft Windows (principalmente 3.x e 9.x) não há uma estrutura de permissões bem construída a respeito de cada arquivo, do sistema ou não.

Isso significa que no Windows 98 se, por exemplo (e ainda, infelizmente, nos mais atuais também) eu executar um arquivo com código malicioso este, por sua vez, pode alterar arquivos do sistema, pois eu tenho, a possibilidade de alterar diversos arquivos do sistema.

Apesar das versões mais recentes do Windows tentarem bloquear certos arquivos, esta política não é tão bem estruturada (na verdade não é um trabalho de escalonar permissões legítimas).

O funcionamento do Linux

A forma do funcionamento do Linux é toda voltada para usuários. Cada usuário pode ter diversas permissões para se trabalhar com os arquivos do sistema (em geral apenas o Super Usuário, root, ou administrador, tem a possibilidade de apagar certos arquivos do sistema). Assim para executar um vírus “letal” no Linux, eu o teria de executar como super usuário.

Outra coisa importante é a diferença entre EXECUTAR e ABRIR algum arquivo. No Windows essas nomenclaturas se confundem. No Linux isso é bem definido: executar é diferente de abrir um arquivo, e para executá-lo devemos atribuir permissão de execução.
Um código malicioso sem a permissão de apagar arquivos do sistema só poderia apagar arquivos do usuário (o que de uma certa forma reduz o poder de destruição). Para evitar essa destruição, basta saber o que se está executando.

O Sudo

Mas no linux existe um software chamado ”sudo”, que permite com que eu executa um comando de super usuário com a senha do usuário comum. Aqui, alguns dizem, pode residir a possibilidade de se executar um código malicioso (ou, se formos a modo ”lato sensu”, vírus).

Entretanto, mesmo assim um suposto vírus deveria estar com permissão de execução, e o usuário, na maioria das vezes, deveria que inserir sua senha para que este código efetuasse seu estrago.

Fator externo

Para um código de cunho malicioso efetuar algum estrago relevante no linux então ele deve explorar falhar muito sérias no sistema (que por ser código aberto poderiam ser corrigidos) e algumas artimanhas que poderiam beirar a manobras psicológicas (como oferecer algo em troca se for executado um script, etc). Apesar disto as alternativas de um vírus estão reduzidas, devido a estrutura do software, mas não impossível de que se crie um código malicioso.

É possível vírus no Linux?
Sim, é possível que exista códigos maliciosos, mas estes tem o escopo de ação reduzido e não tão grande como os que encontramos nos milhares e milhares existentes para o Windows.
Apesar de tecnicamente ser possível, não há registro de vírus “potentes” que tenham efetuado estragos enormes em sistemas linux.

Com toda essa estrutura do sistema linux, basta se ter cuidado para não executar códigos maliciosos que porventura venham a existir.