Mostrando postagens com marcador analfabeto digital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador analfabeto digital. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de novembro de 2010

UCA - Saiba mais sobre o projeto

Os laptops, enfim, chegam à sala de aula


Ricardo Carvalho


Em setembro, após o projeto piloto,
teve início a entrega de 150 mil micros
para 300 escolas de todo o território nacional.

O Brasil começa a distribuir os equipamentos do projeto Um Computador por Aluno

No fim de setembro, 300 escolas de todo o País começaram a receber 150 mil computadores portáteis por meio do projeto piloto Um Computador por Aluno (UCA), capitaneado pelo Ministério da Educação.

A ideia de que seria possível distribuir uma máquina de baixo custo por aluno foi apresentada pela ONG norteamericana One Laptop Per Child (OLPC), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Na ocasião, a OLPC afirmou que o preço de 100 dólares poderia ser alcançado na medida em que fossem projetados softwares mais simples do que os utilizados em equipamentos convencionais, com funções limitadas às necessidades dos estudantes e com uma alta demanda de produção. “Das atividades educativas, 95% podem ser feitas com computadores de menor custo. Os outros 5% das atividades são realizadas no laboratório de informática. Tecnologicamente já era possível, mas não ocorria por falta de interesse dos mercados”, afirma a professora da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Roseli de Deus Lopes, que participou da implantação do UCA no País.

No Brasil, ocorre desde 2007 um teste do projeto piloto (pré-piloto) do UCA em cinco escolas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Tocantins, cada uma supervisionada por especialistas de universidades ou secretarias de Educação.

O objetivo da prévia do projeto foi testar a viabilidade técnica dos computadores e as possibilidades pedagógicas oferecidas. Na paulistana Escola de Educação Fundamental Ernani Silva Bruno, os professores e coordenadores passaram por uma formação com o auxílio do Laboratório de Sistemas Integráveis da USP e aos poucos foram assimilando a tecnologia às aulas. “Existe uma interação muito maior entre alunos e professores”, explica a coordenadora Edna de Oliveira Telles. Segundo ela, os laptops despertam grande interesse entre os alunos, refletido numa perceptível queda do número de faltas.

Já no campo curricular, houve melhora nas habilidades de leitura e escrita com o maior número de situações de uso da língua, como pesquisa na internet e programas de edição de texto. “A preocupação com a escrita também é maior, porque como publicam em blogs e o conteúdo é público, as crianças tendem a tomar mais cuidado com a gramática”, explica Edna.

A coordenadora complementa que no período de experimentação do projeto houve um aumento no desenvolvimento de programas interdisciplinares propostos pelos professores, uma vez que o UCA facilitou a intercomunicação das várias partes envolvidas.

A princípio, a instituição recebeu cem computadores, número insuficiente para o total de alunos; posteriormente, 274 aparelhos foram doados pela OLPC, utilizados em sistema de compartilhamento pelos cerca de 600 estudantes.

Durante o acompanhamento do pré-piloto, a professora Roseli de Deus Lopes percebeu no UCA a possibilidade do desenvolvimento de maior autonomia dos estudantes. “Há relatos de um professor de História, por exemplo, que diminuiu as aulas expositivas e passou estimular os alunos a buscar conteúdos na internet e realizar depois sucessivas discussões”, relata. Roseli dá outro exemplo ocorrido nas aulas de língua estrangeira: “Houve projetos de integração on-line com alunos da Inglaterra. Isso já era possível antes com os laboratórios de informática, mas com o UCA pôde ser feito em classe e sem precisar de agendamento prévio do laboratório”.

Em determinadas ocasiões, os alunos puderam levar os laptops para casa e a atividades extracurriculares, como visitas a museus, o que contribuiu para a criação de uma situação móvel de colaboração e aprendizagem. “Basicamente, o fato de você ter essa tecnologia disponível permite uma série de novas atividades mais dinâmicas”, finaliza Roseli.

Roseli explica que, em um primeiro momento, a ONG OLPC pensou a proposta de distribuir um computador por aluno como estímulo à educação em países que ainda têm um processo de inclusão digital a ser percorrido. “Nos países desenvolvidos, as crianças já têm acesso à internet em casa.” Até agora, diversos países adotaram a ideia, em maior ou menor escala, dentre eles Argentina, Peru e Portugal. Entretanto, o único que universalizou a proposta para toda a rede de ensino pública foi o Uruguai , por meio da distribuição de equipamentos a mais de 600 mil alunos das escolas do país.

O secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC), Carlos Eduardo Bielschowsky, revelou que metade das 300 escolas já recebeu os computadores, fabricados pela CCE, vencedora do pregão para a compra. O edital estabeleceu que os laptops devem ter pelo menos 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de no mínimo 7 polegadas e autonomia de bateria mínima de três horas. O valor por máquina ficou em 550 reais. Todas as escolas beneficiadas pelo programa terão de ter o corpo docente capacitado na nova ferramenta. O secretário de Educação a Distância afirma que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará uma terceira fase do projeto, que visa oferecer os laptops a um preço menor a estados e municípios interessados.


Fonte: Carta na Escola


Leia também:


.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Assinado e publicado o decreto do UCA - Um computador por aluno

Lula assina decreto que regulamenta o Programa Um Computador por Aluno


Agencia Brasil

O governo publicou na terça-feira (27), no Diário Oficial da União, decreto que regulamenta o Programa Um Computador por Aluno (Prouca) e detalha as regras para compra dos equipamentos, com o Regime Especial de Aquisição de Computadores para Uso Educacional (Recompe).

O programa já funciona de forma experimental desde 2008.

A compra será feita por licitação. O decreto prevê que as especificações técnicas dos equipamentos serão definidas pelos ministérios da Educação e da Fazenda, que também poderão determinar preço mínimo e máximo para os computadores.

Na última licitação, o preço pago pelo governo por laptop foi R$ 550. De acordo com o MEC, o edital deve ser lançado em até três semanas.

Terão prioridade equipamentos que utilizem software livre e de código aberto, sem custos de licenças.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai oferecer uma linha de crédito de R$ 660 milhões para que estados e municípios comprem os laptops.

O Recompe prevê isenção de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), PIS/Pasep, Cofins, Imposto de Importação e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o vencedor da licitação.

Até agora, o governo comprou 150 mil computadores, que devem ser distribuídos a 300 escolas da rede pública até o fim de 2010. Na sexta-feira, o presidente Lula esteve em Caetés (PE) na cerimônia de entrega naquela cidade  (Da Agência Brasil). 



Fonte do post:
Leia também:
.

domingo, 25 de julho de 2010

Analfabetos digitais terão vida difícil na sociedade

A geração atual já nasceu em frente a uma tela de computador, foi alfabetizada com auxílio das novas tecnologias e, por isso mesmo, é classificada como a geração dos “jovens multifuncionais”. São os que trocam mensagens, estudam, falam ao telefone, namoram, fazem upload de vídeos, navegam no twitter, trocam fotos e apóiam candidatos à presidência. Tudo ao mesmo tempo e pela internet.

Para o pesquisador canadense Don Tapscott, autor do recém-lançado livro “A Hora da Geração Digital (Ed. Agir), a educação digital provocou uma reviravolta na forma do aprendizado. Por isso mesmo, aqueles que não têm acesso a computadores vão disputar de forma desigual um espaço no mercado de trabalho e na sociedade. “Eles terão que aprender essas ferramentas em uma fase posterior da vida, e vão estar em desvantagem. Os jovens que crescem sem as tecnologias digitais estão na mesma desvantagem que os imigrantes digitais, como eu”, diz Tapscott, que é presidente da empresa de pesquisa e consultoria nGenera Innovation Network, professor da Universidade de Toronto e autor de mais de dez livros sobre internet, entre eles o Best-seller “Wikinomics” (sobre a cultura da realidade virtual).

Em conversa com iG, Tapscott defendeu o uso escolar de pesquisas online. “Não acho que, automaticamente, o Google faz as pessoas mais inteligentes, mas certamente ajudam as pessoas a tomarem decisões mais informadas. Nas escolas, por exemplo, por ter esse corpo enorme de informações em um dos dedos, é menos importante memorizar os fatos. Isso libera o tempo dos alunos a concentrar-se em conceitos mais importantes”, analisa.

A seguir, a entrevista.

iG: É muito comum os estudantes copiarem trabalhos disponíveis na internet. A “geração digital” pode fortalecer o plágio?