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sábado, 7 de maio de 2011

O computador de R$ 40 da Raspberry Pi Foundation

da Geek.com via
blog Luis Nassif
postado por Foo

O desenvolvedor de jogos David Braben acredita que, ao entrarem no século XXI, as escolas passaram a ensinar atividades computacionais úteis, como escrever textos e fazer apresentações, mas deixou de lado a computação - que era mais comum nos anos 80.

Para resolver esse problema, ele não criou um curso, mas um PC de baixo custo que possa ser oferecido de graça para as crianças.

Foto: Geek.com, acessada 07mai2011
Clique na figura para ampliar
Com uma entrada USB de um lado e uma saída HDMI do outro, este dispositivo do tamanho de um chaveiro pode ser conectado a um monitor e um teclado, e roda uma versão completa do Ubuntu Linux. O custo? US$ 25 (R$ 40). O hardware oferecido não é nada mal: usa um processador ARM de 700MHz acoplado com 128MB de RAM, com uma performance gráfica decente a 1080 pixels confirmada. Isso significa que ele permite navegar na internet, rodar aplicações de escritório, e dar ao usuário um computador completamente funcional assim que é plugado.

O objetivo é oferecer uma alternativa de baixo custo que possa ser distribuída de graça para estudantes, para que eles possam aprender não apenas como operar um editor de texto, mas aprender fundamentos de programação

Este dispositivo será distribuido gratuitamente pela associação sem fins lucrativos Raspberry Pi Foundation, que também promoverá o estudo da ciência da computação nas escolas.

Fonte: Blog Luis Nassif

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fortalecendo o Modelo do Software Público‏

Na quarta-feira, dia 19 de janeiro, o governo federal publicou no Diário Oficial da União a primeira versão da Instrução Normativa do Software Público Brasileiro - a IN01/2011, que foi elaborada nos dois últimos anos com a colaboração dos coordenadores das comunidades do Portal SPB e da Consulta Pública junto à sociedade brasileira.

O Ministério do Planejamento fez uma divulgação do acontecimento em seu portal institucional passando os detalhes do lançamento da IN01/2011. A notícia pode ser vista com detalhes mais abaixo e utilizada pelos usuários do Portal para divulgar essa conquista.

A IN do Software Público encontra-se disponível no endereço:

E a versão publicada no Diário Oficial da União pode ser acessada pelo endereço:

Veja a notícia divulgada pelo Portal do Ministério do Planejamento:

Brasília, 19/01/2011 - A sociedade ganha hoje mais garantia para usar de forma continuada os programas disponíveis e que são baixados do Portal do Software Público Brasileiro. Essa é uma das novidades da Instrução Normativa (IN) no 1, da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP), publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial e que institucionaliza o sistema. A medida também traz mais segurança para a manutenção e desenvolvimento de todo o processo que é realizado pela Administração Pública, como as políticas de registro e usabilidade dos softwares.

O portal, iniciativa pioneira no mundo, foi criado em 2007, inaugurando nova etapa para a expansão do software livre no Brasil. Trata-se de um modelo de licenciamento e gestão que compartilha de forma gratuita com qualquer cidadão os programas criados pelo Governo e a rede de parceiros, como empresas. “Este é um elemento estratégico para os projetos de governo eletrônico (e-Gov) e de inclusão digital”, diz a secretária Glória Guimarães.

Segundo a titular da SLTI, com este site o Executivo Federal se tornou protagonista no desenvolvimento de soluções e na liderança das comunidades do mundo digital, o que é reforçado agora com a IN. Entre as melhorias trazidas pela nova medida, para o cidadão, empresas e setor público, estão o aumento na quantidade de software que entrará no portal (antes era em média um por mês e agora será o dobro), menos burocratização para os donos dos programas originais na hora de colocar uma solução no portal (reduzindo pela metade o tempo que era de cerca de quatro meses), autenticação dos softwares, que ganhará licença pública de marca, e a obrigação e definição do papel de cada agente nas políticas de uso. Além disso, a SLTI passa a ter mais poder para dar garantia ao novo modelo, como o reconhecimento de direitos autorais dos programas.

Atualmente, o portal abriga 44 softwares públicos, como o Coletor Automático de Informações Computacionais (Cacic) que verifica diversas informações sobre hardware e software nos computadores, o Ginga (espécie de mediador de soluções para TV Digital Brasileira), além de sistemas de gestão para municípios e programas na área da saúde, educação, meio ambiente e gerenciamento de contratos. Já foram feitas ate agora mais de mil instalações desses softwares.

O cadastro já contabiliza mais de 100 mil usuários, entre os que utilizam o serviço e colaboradores que realizam modificações nas aplicações. De acordo com a SLTI, o portal tem sido uma grande ferramenta até para instituições de outros países, como Argentina, Portugal, Chile e Paraguai.


Fonte: Portal do Ministério do Planejamento

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Piraí Digital - O Uso das Novas Tecnologias mudando a História de uma cidade

Planejamento e internet mudam história de cidade

Por Lilian Milena
via blog do Luis Nassif

Piraí, município localizado ao sul do estado do Rio de Janeiro, com pouco mais de 25 mil habitantes, vem chamando atenção pelo bom desempenho educacional e social atingidos nos últimos anos, tudo graças a um programa de desenvolvimento voltado para atração de empresas e universalização da internet, iniciado no final da década de 1990.
Em 1997, o desemprego em massa obrigou a cidade a desenvolver às pressas um plano de desenvolvimento local. O atual secretário de Planejamento, Ciência e Tecnologia, do município, Fábio Marcelo Silva, conta que as demissões foram causadas pelo processo de privatização da Companhia de Energia Elétrica do Rio de Janeiro, Light, que empregava, então, cerca de 1,5 mil das 22 mil pessoas que moravam na cidade.

No mesmo ano, o programa de desenvolvimento começou a ser estruturado. A proposta se baseou na construção de condomínios industriais atraindo empreendimentos com incentivos fiscais. “O objetivo era trazer empresas e suprir o déficit gerado de desemprego, e melhorar a renda da população, já que as demissões tiveram o efeito cascata no comércio local muito grande, uma vez que essas pessoas [desempregadas] tinham um salário razoável e consumiam em Piraí”, explica Silva.

Desde então, cerca de 20 empresas se instalaram no município. Em 2001, graças ao sucesso do plano de desenvolvimento, Piraí recebeu o Prêmio de Gestão Pública de Cidadania, concedido pela Fundação Ford, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e BNDES.

Até chegar à internet grátis

A partir desse reconhecimento, os governantes de Piraí tiveram uma nova ideia para manter o interessa das empresas que já tinha atraído para a região: tornar o acesso à internet barato na região. “Não tínhamos acesso à internet, principalmente em banda larga. E isso é uma demanda de qualquer indústria. O Piraí Digital começou a ser pensando nesse seguimento”, lembra o secretário.

Foto: educacaopolitica.com.br,14jan2011
A rede de Internet gratuita de Piraí
O município realizou parcerias com a iniciativa privada que contribuiu para a construção do primeiro projeto. Silva conta que mais de 20 empresas ajudaram no plano. “A implantação do nosso primeiro desenho custou R$ 200 mil. É um sistema hibrido onde usamos tecnologia wirellss [de ondas de radio para propagação de sinal da internet] e também a cabo”.

Em 2004, foi inaugurada a primeira fase do projeto, com internet grátis disponível em escolas, prédios públicos, postos de saúde e telecentros, para acesso da população em geral. Silva explica que o objetivo do governo era, num segundo momento, levar o sinal da prefeitura para as residências e empresas há um custo 50% inferior do que os provedores privados cobravam na época, o que não foi feito, porque a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não concedia licenças para que prefeituras operassem esse tipo de serviço.

Em março de 2007 o Conselho Diretor da Anatel autorizou prefeituras municipais a operarem diretamente serviços de telecomunicação. Para tanto, elas teriam que solicitar, a partir de então, uma licença de Serviço Limitado Privado (SLP), sob condição de não cobrarem pelo serviço prestado. Foi assim que Piraí liberou os serviços à toda população.

Segundo Silva, hoje o município gasta cerca de 75 mil reais ao mês com manutenção do programa e ampliação do sistema hibrido (banda larga e wireless). “Esse custo já faz parte do orçamento municipal”, completa.

Impactos

A cidade de Piraí investe 34% do seu orçamento na educação. Na época em que aguardava licença da Anatel para propagar o sinal de internet a toda população, o município se voltou para as escolas, disponibilizando o acesso a toda sua rede de ensino.

Em 2007, foi uma das quatro cidades escolhidas para o projeto piloto do Ministério da Educação “Um computador por Aluno”(UCA), quando foram cedidos 700 computadores ao colégio Professora Rosa da Conceição Guedes, que duplicou, em apenas dois anos, sua avaliação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de 2,2 pontos para 4,8 pontos.

Foto: Jornal o fato, acessada em 14jan2011
Visita do Presidente Lula e o Governador do Rio Sérgio Cabral, em 2007, às escolas que receberam os computadores UCA via MEC.

O sucesso do projeto levou o município a fechar um acordo com o estado do Rio de Janeiro para levar computadores a todos os alunos de toda a rede municipal de ensino.
“O estado investiu R$ 4 milhões para a compra dos laptops, e o município entrou com a contrapartida de R$ 1,2 milhão para estruturar a rede wireless nas escolas e também adquirir notebooks para os professores”, diz Silva.

E em 2009, Piraí se tornou a primeira cidade do mundo onde todos os estudantes trabalham com um micro em sala de aula. Ao todo são 5,5 mil equipamentos entregues, nas 21 escolas municipais, pelo governo do Estado e a pela empresa Intel, a um custo de R$ 700 cada.

Foto: Imprensa.rj.gov.br, acessado em 14jan2011
Ampliação do Projeto Piraí Digital
(clique na figura para ver a foto em tamanho maior)

Em 2004, Piraí foi mais uma vez reconhecida com o Prêmio de Gestão Pública, o mesmo conquistado em 2001, e concedido pelas entidades Fundação Ford, FGV e BNDES. No mesmo ano, receberam o Prêmio Latino Americano de Cidades Digitais, em Bogotá, capital da Colômbia, na categoria cidade de pequeno porte, além de serem formalmente elogiados pela UNESCO pela relevância do projeto Piraí Digital.
Um estudo realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) e que resulta no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) destaca Piraí no 116º lugar entre os 5.564 municípios brasileiros. O trabalho foi divulgado em 2010, com base em dados do ano de 2007. De acordo com o levantamento, Piraí está entre os 4% dos mais de 5.500 municípios brasileiros que possuem IFDM acima de 0,8 – índice que leva em consideração alto desenvolvimento.
Em 2005, foi a vez de levar o prêmio TOP Seven, Intelligence Community, em Nova York, por serem considerados uma das sete cidades mais inteligentes do mundo. Também, no mesmo ano, receberam o Prêmio CONIP – Congresso Nacional de Informática Pública.

Ouça a entrevista do Secretário de Planejamento de Piraí, Fábio Marcelo Silva, ao Brasilianas.org na íntegra


Para baixar a íntegra da entrevista concedida pelo secretário de Planejamento, Ciência e Tecnologia, do município, Fábio Marcelo Silva, ao Brasilianas.org, cliqueaqui..

Fonte: Blog Luis Nassif

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sábado, 20 de novembro de 2010

UCA - Saiba mais sobre o projeto

Os laptops, enfim, chegam à sala de aula


Ricardo Carvalho


Em setembro, após o projeto piloto,
teve início a entrega de 150 mil micros
para 300 escolas de todo o território nacional.

O Brasil começa a distribuir os equipamentos do projeto Um Computador por Aluno

No fim de setembro, 300 escolas de todo o País começaram a receber 150 mil computadores portáteis por meio do projeto piloto Um Computador por Aluno (UCA), capitaneado pelo Ministério da Educação.

A ideia de que seria possível distribuir uma máquina de baixo custo por aluno foi apresentada pela ONG norteamericana One Laptop Per Child (OLPC), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Na ocasião, a OLPC afirmou que o preço de 100 dólares poderia ser alcançado na medida em que fossem projetados softwares mais simples do que os utilizados em equipamentos convencionais, com funções limitadas às necessidades dos estudantes e com uma alta demanda de produção. “Das atividades educativas, 95% podem ser feitas com computadores de menor custo. Os outros 5% das atividades são realizadas no laboratório de informática. Tecnologicamente já era possível, mas não ocorria por falta de interesse dos mercados”, afirma a professora da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Roseli de Deus Lopes, que participou da implantação do UCA no País.

No Brasil, ocorre desde 2007 um teste do projeto piloto (pré-piloto) do UCA em cinco escolas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Tocantins, cada uma supervisionada por especialistas de universidades ou secretarias de Educação.

O objetivo da prévia do projeto foi testar a viabilidade técnica dos computadores e as possibilidades pedagógicas oferecidas. Na paulistana Escola de Educação Fundamental Ernani Silva Bruno, os professores e coordenadores passaram por uma formação com o auxílio do Laboratório de Sistemas Integráveis da USP e aos poucos foram assimilando a tecnologia às aulas. “Existe uma interação muito maior entre alunos e professores”, explica a coordenadora Edna de Oliveira Telles. Segundo ela, os laptops despertam grande interesse entre os alunos, refletido numa perceptível queda do número de faltas.

Já no campo curricular, houve melhora nas habilidades de leitura e escrita com o maior número de situações de uso da língua, como pesquisa na internet e programas de edição de texto. “A preocupação com a escrita também é maior, porque como publicam em blogs e o conteúdo é público, as crianças tendem a tomar mais cuidado com a gramática”, explica Edna.

A coordenadora complementa que no período de experimentação do projeto houve um aumento no desenvolvimento de programas interdisciplinares propostos pelos professores, uma vez que o UCA facilitou a intercomunicação das várias partes envolvidas.

A princípio, a instituição recebeu cem computadores, número insuficiente para o total de alunos; posteriormente, 274 aparelhos foram doados pela OLPC, utilizados em sistema de compartilhamento pelos cerca de 600 estudantes.

Durante o acompanhamento do pré-piloto, a professora Roseli de Deus Lopes percebeu no UCA a possibilidade do desenvolvimento de maior autonomia dos estudantes. “Há relatos de um professor de História, por exemplo, que diminuiu as aulas expositivas e passou estimular os alunos a buscar conteúdos na internet e realizar depois sucessivas discussões”, relata. Roseli dá outro exemplo ocorrido nas aulas de língua estrangeira: “Houve projetos de integração on-line com alunos da Inglaterra. Isso já era possível antes com os laboratórios de informática, mas com o UCA pôde ser feito em classe e sem precisar de agendamento prévio do laboratório”.

Em determinadas ocasiões, os alunos puderam levar os laptops para casa e a atividades extracurriculares, como visitas a museus, o que contribuiu para a criação de uma situação móvel de colaboração e aprendizagem. “Basicamente, o fato de você ter essa tecnologia disponível permite uma série de novas atividades mais dinâmicas”, finaliza Roseli.

Roseli explica que, em um primeiro momento, a ONG OLPC pensou a proposta de distribuir um computador por aluno como estímulo à educação em países que ainda têm um processo de inclusão digital a ser percorrido. “Nos países desenvolvidos, as crianças já têm acesso à internet em casa.” Até agora, diversos países adotaram a ideia, em maior ou menor escala, dentre eles Argentina, Peru e Portugal. Entretanto, o único que universalizou a proposta para toda a rede de ensino pública foi o Uruguai , por meio da distribuição de equipamentos a mais de 600 mil alunos das escolas do país.

O secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC), Carlos Eduardo Bielschowsky, revelou que metade das 300 escolas já recebeu os computadores, fabricados pela CCE, vencedora do pregão para a compra. O edital estabeleceu que os laptops devem ter pelo menos 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de no mínimo 7 polegadas e autonomia de bateria mínima de três horas. O valor por máquina ficou em 550 reais. Todas as escolas beneficiadas pelo programa terão de ter o corpo docente capacitado na nova ferramenta. O secretário de Educação a Distância afirma que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará uma terceira fase do projeto, que visa oferecer os laptops a um preço menor a estados e municípios interessados.


Fonte: Carta na Escola


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EDITOM - O Editor de Partituras Livres

O Editor de Partituras Livres EDITOM chega ao Portal do Software Público Brasileiro em clima de comemoração. O lançamento foi durante evento dedicado à organização da Copa2014, nas instalações da FINEP no Rio de Janeiro.
Gabriel o pensador esteve presente ao evento
prestigiando o lançamento do EDITOM
A cerimônia contou com a presença do compositor e cantor Gabriel o Pensador que foi ao evento especialmente para participar da disponibilização do EDITOM.

No lançamento também estiveram presentes o diretor de inovação da FINEP Eduardo Costa, o empresário Roberto Bittar, responsável pela criação do EDITOM, e o coordenador do Portal SPB, Corinto Meffe.


Na visão do empresário Roberto Bittar o EDITOM poderá ser utilizado agora por qualquer pessoa, em particular pelas crianças que estão em idade escolar. "Com a aprovação da legislação federal que retorna o ensino da música nas escolas, o EDITOM certamente será uma ferramenta que vai estimular ainda mais o estudo da música por parte das crianças", completa Bittar.

Algumas das principais características do EDITOM são apresentadas a seguir:
  • Possui tutores de flauta, violão e teclado, mostrando as posições de cada nota ou acorde, na sequência da partitura escolhida. Os tutores têm o objetivo de facilitar a execução de músicas a partir da partitura, orientando os primeiros passos do aluno.
  • Ouvido Digital - Para os iniciantes reconhecerem as notas a partir da emissão de algum som é algo muito difícil. Para facilitar a criação da relação entre os sons produzidos e a música, o software transforma seu assobio em notas colocadas na partitura, interpretando as notas, durações e oitavas.
  • Além da forma tradicional da partitura, o software possui mais 5 formas diferentes de apresentar a partitura. Iniciando por ovais coloridos sem o pentagrama, as simbologias de escrita vão sendo acrescentadas em cada forma, até se completar na sexta forma que é a partitura tradicional.
  • São duas formas de edição de partitura convencional: 
    • ícone de nota;
    • ícone de letras.
  • Permite tocar uma partitura, como se fosse um software de Karaokê possibilitando repetir o exercício ou acompanhar a partitura, utilizando o teclado do computador como se fosse um instrumento musical.
  • O software possui várias funções facilitadoras que permitem mudanças de tom, de escala, de ritmo, com apenas um clique do mouse (botão da direita).
  • Permite a criação de acordes a partir da digitação de Cifras musicais. Para ativar o criador de acordes, selecione o modo próprio de edição (ícone de letras) e dê um duplo clique na partitura.
Para saber mais e baixar o programa acesse clicando aqui.

Para baixar o programa deve-se cadastrar, é gratuito.



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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Lentamente, computador faz diferença na escola

Educação: Infraestrutura para uso de informática na sala de aula ainda avança mais rapidamente que conteúdo


Luciano Máximo – VALOR
Silvia Costanti/Valor
Jeferson Gomes, aluno e monitor na escola Ernani Silva Bruno,
em São Paulo: vontade de escrever e pesquisar


Há algo diferente na escola municipal de ensino fundamental Ernani Silva Bruno, localizada na Parada de Taipas, periferia no extremo oeste da capital paulista. Em meio ao corre-corre de crianças na hora do recreio nota-se vários alunos seriamente concentrados na tela de seus pequenos computadores portáteis coloridos, que mais parecem brinquedos à primeira vista. Conectado no Google, Igor do Nascimento, da 7ª série, aproveita o intervalo para adiantar um trabalho sobre doenças sexualmente transmissíveis. Já Daniel Duarte, da 5ª, não desgruda os olhos de um videogame sanguinário. Outros teclam compulsivamente em alguma sala de bate-papo online.

A cena se repete em classe, com variações no conteúdo. O uso do computador é realidade no processo de ensino dos 600 alunos do 1º ao 9º ano da escola, que desde 2007 abriga a fase pré-piloto do programa federal Um Computador por Aluno (UCA), assim como em outras quatro escolas públicas de Brasília, Palmas, Piraí (RJ) e Porto Alegre. Com o laptop XO, que pesa 1,5 kg e tem 25 cm de largura e de comprimento e acesso à internet sem fio, os alunos publicam suas redações no blog da escola e contam com a internet e softwares pedagógicos para aprender inglês, ciências, geografia e matemática.

Para os estudantes, a ideia é “muito legal”. “A gente fica com vontade de fazer as coisas dentro da escola, de escrever, de pesquisar”, conta Jeferson Rodrigues Gomes, de 11 anos. O aluno da 5ª série foi eleito monitor e assumiu a responsabilidade de estar na escola fora do horário para ajudar os professores na preparação das aulas e os colegas no manuseio do XO, que foi desenvolvido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). “Melhor do que ficar vendo televisão em casa”, diz o garoto.

A escola tem oito monitores que se revezam nas 18 salas de aula. “A participação, estimulando a responsabilidade e o espírito cooperativo, faz parte do projeto pedagógico criado para o trabalho com os laptops. Os alunos ficam menos dependentes e, muitas vezes, são eles que ensinam o professor”, relata Edna Oliveira Telles, coordenadora pedagógica da unidade.

Para educadores e especialistas, o computador na sala de aula não é encarado como panaceia, mas um elemento a mais que pode ajudar a melhorar a educação. “É preciso saber usar com planejamento”, afirma a professora da 1ª série Marília de Castro Carneiro. No primeiro ano do UCA, a 9º série da escola tirou 3,4 no Ideb – avaliação do Ministério da Educação (MEC) que considera fluxo escolar e desempenho em português e matemática. A nota do ano passado subiu para 4,5, acima da média da rede pública municipal, de 4,2. Os diagnósticos internos também indicaram avanços no período: menor índice de faltas e melhor rendimento em temas como oralidade, raciocínio matemático e interpretação e produção de textos. As outras escolas do UCA também melhoraram as notas do Ideb – apenas uma manteve a pontuação.

Silvia Costanti/Valor Professora Sandra Martins Modesto, e os alunos Luan Cardoso e Matheus Mendes, da escola estadual Sérgio da Costa: infraestrutura ainda é precária
Apesar das boas notícias, a coordenadora pedagógica do Ernani Silva Bruno é cuidadosa ao atribuir os avanços somente à utilização do laptop. “Claro que o aluno fica mais cuidadoso ao escrever, sabendo que sua redação vai para um blog que todo mundo vai ler. Mas também temos que considerar as aulas de reforço, o desempenho dos professores e as atividades do conselho escolar”, pondera Edna. [e é Claro que, terá de haver comprometimento e envolvimento de toda a comunidade escolar]
As avaliações educacionais atuais ainda não capturam o impacto do uso da tecnologia em termos qualitativos. “É difícil isolar o componente da tecnologia para medir qualidade, é muito recente, não há base de comparação. Estamos interessados em entender isso, contratamos a Unesco e começamos a elaborar estudos próprios”, informa Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de educação a distância do MEC, área do governo federal responsável pelo UCA e outras políticas de tecnologia educacional.

Depois de dois anos de atraso por causa de problemas na licitação, vencida pela CCE, o MEC quer concluir até o fim de 2010 o projeto piloto do UCA, que prevê a distribuição de 150 mil laptops para 300 escolas de ensino fundamental e médio do país. O custo por máquina é de R$ 550, num total de R$ 82,5 milhões, além de outros investimentos. “Não é uma ação trivial. O MEC precisa prover equipamentos, rede wireless, servidor, material pedagógico e capacitação do professor”, acrescenta Bielschowsky. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza linha de crédito de R$ 660 milhões para prefeituras e governos estaduais participarem da expansão do projeto.


Mesmo com constatações positivas, o Brasil está longe de concretizar o plano de ter um computador por aluno na rede pública – para isso, seriam necessários mais de R$ 25 bilhões apenas para a compra dos laptops. 
Em todo o mundo, isso é realidade apenas nas séries primárias do Uruguai. Suécia, Finlândia, Coreia do Sul e Inglaterra estão bastante adiantados. A estratégia das políticas públicas brasileiras foca o trinômio infraestrutura (universalização do acesso à internet nas escolas e superação do sucateamento dos laboratórios de informática), capacitação maciça de professores e conteúdo (sistematização do material didático associado a vários tipos de tecnologias).

As três esferas de governo ampliaram os investimentos para o cumprimento dessas prioridades nos últimos anos. No âmbito federal, os recursos somam cerca de R$ 1 bilhão desde 2006. O MEC garante, por exemplo, que todas as escolas urbanas da rede pública municipal e estadual terão cobertura de internet de banda larga até dezembr (clique e leia), ação que beneficiará mais de 35 milhões de estudantes. A meta faz parte do contrato de concessão dos serviços de telefonia fixa, negociado entre governo federal e operadoras do setor em 2008. Cerca de 47 mil unidades escolares, ou 72%, haviam sido conectadas até junho. O ministério também destaca a instalação de mais de 20 mil laboratórios de informática e o registro de 330 mil professores em vários tipos de cursos sobre educação digital, em 2009.

No dia a dia de alunos e profissionais da educação, porém, a percepção é de que o trinômio infraestrutura, capacitação e conteúdo não avança no mesmo passo.
Kátia Duque Estrada, professora de matemática da 5ª série da Escola Estadual Sérgio da Costa, na Zona Norte de São Paulo, lamenta a falta de apoio para usar a informática em suas aulas. “Quando dá para descer para o laboratório, ensino as crianças a fazer fórmulas e gráficos, mas é só o que sei sobre Excel. Gostaria de fazer mais cursos”, conta ela. “Tiramos leite de pedra aqui”, acrescenta a diretora Renata Andréa Diório, se referindo à situação da sala de informática, insuficiente para atender aos 1.400 alunos do colégio. Dos 27 computadores, 14 estão em manutenção. “Chegaram ao ponto de roubar peças de algumas máquinas, tivemos que registrar ocorrência na delegacia.”
A professora de português Sandra Martins Modesto, que coordena uma série de atividades extracurriculares, também reclama da falta de recursos e diz que as tecnologias não são bem aproveitadas no colégio. “Começamos um jornal que envolveu 300 alunos e ajudou muito no ensino. Na fase final de produção, às vezes ficava em casa conectada com muitos deles. Muita coisa não dava para ser feita no laboratório”, reconhece. “A gente percebe que a atualização tecnológica da escola é mais lenta que o normal”, constata o redator-chefe da publicação escolar “Construindo o Futuro”, o aluno Matheus Mendes. Viciado em pesquisa na internet, o colega Luan Cardoso complementa: “Com a internet, o aluno não se limita, pode ir além do que o professor ensina.”
Segundo a coordenadora de tecnologia da educação do Acre, Rosa Braga, o uso do computador e da internet para o ensino ainda engatinha no Estado. Laboratórios de informática desatualizados e falta de preparo do quadro docente são os principais problemas. “Como o professor não era incluído digitalmente, primeiro ele tem que se apropriar das tecnologias, e isso está sendo ampliado, com 3 mil professores em capacitação, mas leva tempo. Temos que ter paciência pedagógica”, explica Rosa.

Em Goiás, dos 37 mil professores da rede estadual, mais de 20 mil participaram de cursos a distância sobre a integração de tecnologias ao contexto educacional, mas eles estão diante de uma estrutura bastante limitada: são 1.200 escolas e 841 laboratórios de informática. “Como a tecnologia vai melhorar a educação se vivemos uma realidade de escolas com 2 mil alunos para 40 computadores? Nesse contexto o computador não é decisivo”, argumenta a educadora Milca Severino, secretária estadual da Educação de Goiás.

No Paraná, Estado com o maior Ideb do ensino médio do país, os projetos de tecnologia da informação começaram em 2004, com ações de inclusão digital envolvendo alunos e professores e a modernização dos laboratórios de informática, ações que demandaram investimentos de R$ 130 milhões. Em 2007, antes do programa de banda larga do MEC, as 2.100 escolas estaduais, nas zonas urbanas e rurais, estavam conectadas à internet.

A diretora estadual de tecnologia educacional do Paraná, Elizabete dos Santos, conta que todas as atividades pedagógicas lançam mão de algum recurso tecnológico. “À medida que o professor se aproxima das tecnologias, nossa proposta é aproveitar ao máximo o potencial que elas têm no ensino. O primeiro passo é conhecer e depois ampliar, sempre com avaliação crítica”, comenta. As ferramentas mais usadas são o portal “Dia a Dia da Educação”, site onde professores compartilham suas aulas com outros colegas e os alunos contam com várias opções de conteúdo, e a “famosa” televisão laranja, equipamento multimídia instalado em cada uma das 22 mil salas de aula paranaenses.

A estratégia da prefeitura do Rio de Janeiro é transformar cada sala de aula num laboratório de informática improvisado. A prefeitura planeja gastar entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões em projetores, caixas de som e laptops, além de conexão de internet sem fio, reformas e medidas de segurança. Os equipamentos serão instalados inicialmente em 5 mil classes e os alunos se dividirão em trios para usar os computadores para acompanhar as aulas preparadas no portal Educopédia e atividades online – as máquinas não serão dadas aos estudantes. “Ainda seguimos um modelo de laboratórios de informática, que é falido. A tendência mundial é diminuir o gap da construção de conhecimento entre aluno e professor e isso não acontece sem a tecnologia”, analisa Rafael Parente, da área de projetos estratégicos da Secretaria Municipal da Educação do Rio.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O computador mais veloz do Hemisfério do Sul ficará no Rio Grande do Norte

Computador mais veloz do Hemisfério Sul é doado a instituto do Rio Grande do Norte
 
 
 
Graças à parceria entre o Ministério da Educação e a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa, que administra o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmon e Lily Safra (IINN – ELS), o Brasil receberá um supercomputador (o Blue Gene) doado pelo governo da Suíça – o País passa a ter o computador mais veloz do Hemisfério Sul. A notícia será dada ao presidente Lula nesta terça-feira (31/8) em São Paulo pelo neurocientista Miguel Nicolelis, diretor científico do IINN, que receberá o aparelho desenvolvido pela IBM e capaz de simular as funções do cérebro, fazendo 24 trilhões de cálculos por segundo.

O supercomputador permitirá a análise de dados de atividade cerebral, de genomas e de modelos biológicos. A máquina também ajudará estudos em áreas do conhecimento como clima, geologia e genética, com simulações em matemática e física.

O IINN tem, em parceria com os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, um programa de educação científica que atende 1.400 estudantes da rede pública de ensino do Nordeste, em três centros: Natal e Macaíba, no Rio Grande do Norte, e em Serrinha, na Bahia. A ideia do instituto é descentralizar a pesquisa nacional, atualmente restrita ao Sudeste e ao Sul do País.

O instituto também opera um centro de saúde materno-infantil que atende cerca de 1.000 pacientes por mês da região metropolitana de Natal. Em pareceria com o MEC e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, está construindo o “Campus do Cérebro”, primeiro campus universitário todo voltado para estudos de cérebro humano, onde será instalado o supercomputador. O projeto é complementado pela criação da “Cidade do Cérebro”, orçada em R$ 2,5 bilhões que visa criar o primeiro parque industrial de pesquisa e tecnologia totalmente voltado para a busca de terapias e curas para doenças neurológicas.

A primeira unidade do IINN, então chamado Centro de Estudo e Pesquisa Prof. César Timo-Iaria, foi inaugurada em 2005, em Natal. Dois anos depois, mudou seu nome para o atual, devido a uma significativa doação de Lily Safra, a maior da história da ciência brasileira. O instituto foi idealizado por Nicolelis, considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo no começo da década passada pela revista Scientific American e um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009 pela revista Época.

Nicolelis também faz parte da Academia Francesa de Ciência e foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio Pioneiro do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Instituído em 2004, este é o mais prestigiado prêmio científico dado pelo governo americano por intermédio do Instituto Nacional de Saúde a pesquisadores biomédicos, como reconhecimento por suas abordagens inovadoras. O agraciado recebe um prêmio em dinheiro, no valor de US$ 2,5 milhões.


 
Fonte do post:

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sábado, 21 de agosto de 2010

Questionando o copyright

Internet rápida para 80% dos domicílios com velocidade de 100 Mbps

Governo quer atingir meta em 2022. Para pesquisador, esforço consumirá US$100 bi

GUARUJÁ (SP). O representante da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, Luiz Alfredo Salomão, disse ontem que a meta do Projeto 2022 é que 80% dos domicílios do país estejam atendidos com uma velocidade de cem megabites por segundo. Segundo ele, o objetivo não é ufanista, uma vez que japoneses e coreanos já falam em alcançar uma velocidade de um gigabite - dez vezes maior.

O desafio é enorme, disse Ernesto Flores, pesquisador do Centro de Investigação e Docentes do México: em seus cálculos, o país precisará investir US$100 bilhões para atingir o nível de países desenvolvidos e deixar entre 70% e 75% da população conectada à banda larga.

Hoje, apenas 46% dos brasileiros conectados à banda larga tem velocidade média superior a um mega. Um quarto desses clientes tem conexão de apenas 256 quilobites por segundo e a maioria está entre 512 quilobites e um mega. O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) estabelece o mínimo de 512.

Salomão e Flores participaram ontem do 54º Telebrasil Painel, da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), cujo tema é "O Brasil que queremos 2011-2014". Um dos obstáculos é a infraestrutura, disse Flores, que não está suportando a elevada demanda pelos serviços de telecomunicações.

O diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal, Eduardo Levy, acrescentou à lista a liberação de novas licenças pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a implantação de fibras óticas em obras públicas e o descontingenciamento do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust), que conta com cerca de R$8 bilhões.

Ultrapassadas estas barreiras, Levy acredita que o país poderá chegar a cem milhões de clientes de telecomunicações - banda larga, telefonia fixa, móvel, e TV por assinatura - em 2014. Para isto, seriam investidos R$80 bilhões e, como consequência, gerados 50 mil empregos.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Assinado e publicado o decreto do UCA - Um computador por aluno

Lula assina decreto que regulamenta o Programa Um Computador por Aluno


Agencia Brasil

O governo publicou na terça-feira (27), no Diário Oficial da União, decreto que regulamenta o Programa Um Computador por Aluno (Prouca) e detalha as regras para compra dos equipamentos, com o Regime Especial de Aquisição de Computadores para Uso Educacional (Recompe).

O programa já funciona de forma experimental desde 2008.

A compra será feita por licitação. O decreto prevê que as especificações técnicas dos equipamentos serão definidas pelos ministérios da Educação e da Fazenda, que também poderão determinar preço mínimo e máximo para os computadores.

Na última licitação, o preço pago pelo governo por laptop foi R$ 550. De acordo com o MEC, o edital deve ser lançado em até três semanas.

Terão prioridade equipamentos que utilizem software livre e de código aberto, sem custos de licenças.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai oferecer uma linha de crédito de R$ 660 milhões para que estados e municípios comprem os laptops.

O Recompe prevê isenção de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), PIS/Pasep, Cofins, Imposto de Importação e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o vencedor da licitação.

Até agora, o governo comprou 150 mil computadores, que devem ser distribuídos a 300 escolas da rede pública até o fim de 2010. Na sexta-feira, o presidente Lula esteve em Caetés (PE) na cerimônia de entrega naquela cidade  (Da Agência Brasil). 



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domingo, 25 de julho de 2010

Analfabetos digitais terão vida difícil na sociedade

A geração atual já nasceu em frente a uma tela de computador, foi alfabetizada com auxílio das novas tecnologias e, por isso mesmo, é classificada como a geração dos “jovens multifuncionais”. São os que trocam mensagens, estudam, falam ao telefone, namoram, fazem upload de vídeos, navegam no twitter, trocam fotos e apóiam candidatos à presidência. Tudo ao mesmo tempo e pela internet.

Para o pesquisador canadense Don Tapscott, autor do recém-lançado livro “A Hora da Geração Digital (Ed. Agir), a educação digital provocou uma reviravolta na forma do aprendizado. Por isso mesmo, aqueles que não têm acesso a computadores vão disputar de forma desigual um espaço no mercado de trabalho e na sociedade. “Eles terão que aprender essas ferramentas em uma fase posterior da vida, e vão estar em desvantagem. Os jovens que crescem sem as tecnologias digitais estão na mesma desvantagem que os imigrantes digitais, como eu”, diz Tapscott, que é presidente da empresa de pesquisa e consultoria nGenera Innovation Network, professor da Universidade de Toronto e autor de mais de dez livros sobre internet, entre eles o Best-seller “Wikinomics” (sobre a cultura da realidade virtual).

Em conversa com iG, Tapscott defendeu o uso escolar de pesquisas online. “Não acho que, automaticamente, o Google faz as pessoas mais inteligentes, mas certamente ajudam as pessoas a tomarem decisões mais informadas. Nas escolas, por exemplo, por ter esse corpo enorme de informações em um dos dedos, é menos importante memorizar os fatos. Isso libera o tempo dos alunos a concentrar-se em conceitos mais importantes”, analisa.

A seguir, a entrevista.

iG: É muito comum os estudantes copiarem trabalhos disponíveis na internet. A “geração digital” pode fortalecer o plágio?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

UCA - Um computador por aluno serão 150 mil computadores até final do ano

MEC entrega mais laptops do programa UCA 

Por Daniela Marques
via Portal Terra 
13/7/2010 

Reportagem publicada pelo Portal Terra informa que o governo federal oficializou a entrega de 48,9 mil laptops. Nesta etapa, foram atendidas 112 escolas dos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e mais o Distrito Federal.

Esta entrega faz parte do programa Um Computador por Aluno (UCA). Lançado em 2007, o UCA integra as políticas de tecnologias da informação e comunicação do governo federal e distribuirá 150 mil equipamentos até o final do ano. Até o momento, 52,7 mil estudantes foram beneficiados.

O laptop adotado para o programa custa R$ 550 e tem quatro gigabytes de armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia de três horas e peso de até 1,5kg. É equipado para rede sem fio e com conexão de internet.

O investimento total no programa é de R$ 82 milhões. As escolas foram escolhidas pelas secretarias estaduais de educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

A pergunta que fica é: como esses laptops serão usados em sala de aula. Além das entregas, qual é o planejamento pedagógico para o melhor aproveitamento dos equipamentos e pelo desenvolvimento da educação e desses jovens estudantes? E os professores, estão preparados para utilizá-los?

Disponibilizar a tecnologia é um primeiro passo, mas é importante que os computadores sejam somente um meio e que a meta principal esteja na melhor qualificação dos estudantes.


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terça-feira, 29 de junho de 2010

Os motivos que levaram o MEC a adotar os Multiterminais nos laboratórios das Escolas Públicas


Brasil terá maior projeto de "virtualização" do mundo – com Linux


por Carlos Cardoso
18 de fevereiro de 2009, 14:17 

O ProInfo, programa de inclusão digital do Ministério da Educação vai instalar 356.800 estações de trabalho em escolas públicas de todo o Brasil, atingindo 5.560 municípios.

O custo, de menos de US$50,00 por unidade foi conseguido através da tecnologia de virtualização - Userful Multiplyer, que fornece aceleração de vídeo, USB e suporte a mais de 10 distros Linux.

O hardware de compartilhamento foi desenvolvido pela ThinNetworks, Os serviços de instalação, manutenção on-site e fornecimento dos equipamentos (computadores, monitores, teclados e mouses) ficarão por conta das empresas Daruma, Itautec e Positivo.

Já há 18,750 máquinas instaladas e funcionando, em escolas rurais
[no NTE de Silvânia há um ProinfoRural instalado e já migrado para o Linux Educacional 3.0]
  • A economia, pela utilização de thin clients e virtualização é expressiva. Representa de imediato 60% a menos nos custos iniciais e 80% de economia em energia, no decorrer do ano.
  • Serão poupadas emissões de carbono no montante de 170.000 toneladas anuais, ou o equivalente a 28.000 carros, o que torna a iniciativa além de tudo, verde.


Clique para baixar







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PS.
[na realidade, há diferenças entre:
"virtualização" e "multiterminais"]
[Clique aqui para ler sobre Virtualização e
clique aqui para ler sobre multiterminais e
tire suas conclusões.]


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sábado, 26 de junho de 2010

Universidade Estadual de Goiás lança Sistema Operacional Araguaia e o coloca à disposição da administração pública e da comunidade

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) coloca a disposição dos usuários o sistema operacional Desktop Araguaia, baseado na distribuição DEBIAN e customizado conforme as necessidades das instituições públicas estaduais goianas. O sistema visa atender a demanda da administração pública com um software padrão, que pode ser adaptado com acréscimo de funcionalidades que atendem as necessidades específicas de cada órgão.

O objetivo da UEG e do Programa Estadual de Migração para o Software Livre é promover a uniformização das ferramentas utilizadas no serviço público, e desta maneira, facilitar os procedimentos de manutenção, suporte e treinamento dos usuários. Para André Luis Soares, Coordenador Tecnológico na Universidade, o sistema trará também independência das atualizações impostas pela industria de software e o domínio tecnológico sobre o produto.

Segundo o gestor de TI (Tecnologia da Informação), Carlos Alberto Moraes Jr., “o Desktop Araguaia visa proporcionar um sistema operacional enxuto que atende as necessidades básicas de cada setor da administração estadual”. Ainda de acordo com o gestor, o objetivo é que em cada órgão tenha a possibilidade de adaptar o sistema operacional de acordo com suas atuações funcionais.

O software está disponível, também de forma aberta, a qualquer pessoa que queira usá-lo, podendo ser obtido livremente por meio do portal Araguaia (http://www.softwarelivre.goias.gov.br/araguaia/).

Regionalidade

Além de atender às necessidades especificas dos usuários, a customização (personalização) do Desktop Araguaia homenageia um dos principais rios do estado, e foi produzida com objetivo de valorizar as cores e alguns pontos históricos e turísticos de Goiânia.

As fotos  que ilustram a proteção de tela do sistema operacional foram produzidas pela fotógrafa goiana Lázara Garcia e estão registradas sob licença CREATIVE COMMONS, que dá direito de cópia, distribuição e modificação, respeitando o crédito do autor inicial das imagens. O objetivo do espaço é de proporcionar um meio de divulgação do artista goiano, e nesta primeira versão, de homenagear a capital goiana.


Fonte do Post: 



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quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Programa Banda Larga nas Escolas


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Ed. Sede, 1º andar, Sala 119
Asa Norte – Brasília/DF – Cep: 70047-900


INFORMATIVO


Brasília, 02 de março de 2010.
Assunto: Informações sobre o Programa Banda Larga nas Escolas, listagem de previsão de instalação do 2o trimestre de 2010.


Excelentíssimo (a) Senhor (a),


É com prazer que nos dirigimos novamente a Vossa Excelência para informar sobre o andamento do Programa Banda Larga nas Escolas – PBLE. É de suma importância para o sucesso do programa que os gestores estaduais e municipais compreendam a dinâmica e ajudem o Governo Federal na instalação das conexões e também na avaliação dos serviços que estão sendo prestados pelas operadoras de telefonia fixa participantes do programa.
Chamo atenção para a necessidade de os Srs. Secretários e os Representantes da UNDIME divulgarem a listagem das conexões para que as escolas estejam cientes da visita dos técnicos das operadoras. É importante também que as equipes administrativas das escolas tenham conhecimento desse informativo para saber cobrar das equipes técnicas a correta instalação dos pontos e reivindicar soluções para problemas que possam surgir.


1. O que é o programa.
O Programa Banda Larga nas Escolas foi lançado em abril de 2008 pelo Governo Federal e tem como objetivo conectar todas as escolas públicas urbanas à Internet, rede mundial de computadores, por meio de tecnologias que propiciem qualidade, velocidade e serviços para incrementar a educação no país.

A partir da articulação da Presidência da República, Casa Civil, Ministério da Educação, Ministério do Planejamento, Ministério das Comunicações, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e DATAPREV juntamente com as operadoras de telefonia fixa (Oi (Telemar), Telefônica (Telesp), SERCOMTEL e CTBC), foi assinado o Termo Aditivo ao Termo de Autorização de exploração da Telefonia Fixa que possibilitará a conexão até o ano de 2010, de TODAS as escolas públicas urbanas à Internet, sendo que o serviço será mantido de forma gratuita até o ano de 2025.

Todas as instituições de ensino público, urbanas que constam no CENSO INEP estão automaticamente contempladas, ou seja, todas as escolas públicas urbanas estaduais, municipais e federais irão receber os benefícios do programa sem a necessidade de adesão.

A gestão do Programa é feita em conjunto pela Anatel e pelo MEC, em parceria com as Secretarias de Educação Estaduais, Municipais, CONSED, Ministério das Comunicações e Ministério do Planejamento.


2. Tecnologia utilizada e detalhes operacionais.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Conhecendo o kdenlive - equivalente ao movie maker

Brevemente estaremos substituindo o Linux Educacional 2.0 pela sua versão 3.0, muito mais eficiente e versátil. Baseado no kubuntu 8.04 (uma distribuição baseada no Debian), a versão 3.0 do Linux Educacional é mais estável e mais amigável. Vem com programas novos e melhores como: BrOffice 3.2, Mozilla Firefox 3.6, o kdenlive, amsn, hagaquê, etc.

Uma das novidades é justamente o kdenlive. O Kdenlive é muito fácil de usar, assemelhando-se em muitos aspectos ao Windows Movie Maker, e permite que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimentos em edição de vídeo, consiga criar vídeos com qualidade quase Profissional.

Algumas das características do Kdenlive:
  • Suporte para uma vasta gama de formatos de áudio e vídeo.
  • Grande quantidade de Efeitos e Transições de áudio e vídeo.
  • Suporte para adição de texto e imagens.
  • cria vídeos a partir de fotos;
Abaixo tem um vídeo que mostra como funciona o kdenlive. Na realidade é um pequeno tutorial, bem sucinto, mas que dá para mostrar as principais funcionalidades dele.




Fonte do vídeo:



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terça-feira, 27 de abril de 2010

Lei de Copyright da India determina que cópia para uso pessoal é lícito

Índia autoriza cópia para uso pessoal

Lei de Copyright da India determina que cópia para uso pessoal é lícito

Enquanto o mundo caminha para leis de copyright cada vez mais rígidas, obedecendo o lobby da indústria, a Índia dá um passo na direção certa.

A cópia privada, para uso pessoal, passa a ser “lícita” (como o “fair use” nos EUA). A lei também permite contornar restrições digitais para uso pessoal. Por exemplo, você pode quebrar a proteção de seu IPad para mover livros para o Kindle, ou vice-versa. Também torna legal fazer, distribuir e vender ferramentas para fazer isso.

http://www.boingboing.net/2010/04/22/indias-copyright-bil.html



Fonte do post:
Blog Luis nassif

terça-feira, 20 de abril de 2010

UCA - Um Computador por Aluno - "Virando realidade"

Tiradentes é a primeira a receber laptop escolar

http://urutau.proderj.rj.gov.br/seobras_imagens/EditaImprensa/imagensNoticias/IMG_4856.JPG

André Borges, de São Paulo – VALOR



Começa hoje a distribuição dos laptops educacionais do projeto “Um Computador por Aluno”, liderado pelo Ministério da Educação (MEC). A cidade mineira de Tiradentes é a primeira a receber os equipamentos. Ao todo, seis escolas municipais e uma estadual de Tiradentes vão receber 1.172 equipamentos. A cidade é uma das cinco escolhidas pelo MEC que terão 100% das suas escolas públicas atendidas pelo programa.

Até o fim do ano, o MEC pretende entregar 150 mil computadores portáteis para alunos de 300 escolas da rede pública de ensino. A primeira fase do projeto prevê a distribuição de 33,7 mil máquinas até 13 de maio. Os equipamentos serão levados a alunos de 85 escolas de dez Estados. Os 110 mil computadores restantes serão entregues em duas etapas. O cronograma prevê a distribuição de 55 mil portáteis até o fim de junho e outro lote de 55 mil até agosto.

Fabricado pela CCE, o laptop escolar tem 4 GBytes de espaço para armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, acesso à internet sem fio e bateria com autonomia mínima de três horas. O custo de cada equipamento foi de R$ 550,00. No total, o governo investiu R$ 82 milhões no projeto.

Em março, foram distribuídos três mil laptops para o treinamento de orientadores, pessoas que farão a capacitação de professores. O curso de 150 horas envolveu aulas presenciais e a distância.

Fonte do Post:

DosVox

Dosvox
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


O DOSVOX é um sistema computacional, baseado no uso intensivo de síntese de voz, desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que se destina a facilitar o acesso de deficientes visuais a microcomputadores. Através de seu uso é possível observar um aumento muito significativo no índice de independência e motivação das pessoas com deficiência visual, tanto no estudo, trabalho ou interação com outras pessoas. Atualmente o projeto conta com mais de 20.000 usuários espalhados pelo Brasil, Portugal e América Latina.


História

O Projeto DOSVOX nasceu da dificuldade de Marcelo Pimentel, aluno do Curso de Informática da UFRJ em 1992, em estudar matérias que lidassem diretamente com o computador, e que eram razão de grande dependência de seus amigos e de seu pai. Em 1993, não existia ainda nenhum sistema com síntese de voz para língua portuguesa disponível para uso em microcomputadores IBM PC, que eram aqueles utilizados por todos os alunos de informática na UFRJ. Marcelo descobriu que havia no Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), órgão responsável pelo processamento de dados do Ministério da Fazenda, alguns cegos trabalhando, e que já utilizavam alguns equipamentos de informática, em particular terminais IBM 3270 com um pequeno hardware para síntese de voz em inglês. Animado com a perspectiva de criar algo parecido com o que vira no Serpro, e incentivado por Mário de Oliveira, professor da disciplina de Cálculo Vetorial e Geometria Analítica, Marcelo aceitou a idéia de iniciar um projeto de iniciação científica visando desenvolver um sistema que fizesse o computador interagir com o usuário através da voz.

Para esse projeto a Reitoria da UFRJ cedeu um pequeno espaço num laboratório de informática do NCE e alguns equipamentos como impressora braille, scanner de mesa, um sintetizador de voz para a língua inglesa e um software que descrevia o que estava sendo feito no micro, semelhantes aos utilizados no SERPRO. Porém, não encontrando pessoas com conhecimento técnico específico para fazer uma orientação adequada ao projeto, desestimulado, Marcelo acabou deixando-o inconcluso.

No segundo período da faculdade, Marcelo conheceu Antonio Borges, professor de Computação Gráfica que, prevendo as dificuldades de ensinar a um deficiente visual, resolveu assumir a orientação do projeto de iniciação científica abandonado. Tendo sido dispensado da parte prática da disciplina, como contrapartida Marcelo teria que dar continuidade ao projeto.

Diante da grande dificuldade e custo de obter placas de som naquela época, um hardware específico, projetado pelo professor de Eletrônica Diogo Takano, era acoplado à porta de impressora, e transformava a forma digital dos arquivos gravados em ondas sonoras. Antonio Borges construiu as rotinas de software básico necessárias para o controle do dispositivo, e orientou Marcelo nos primeiros experimentos. O primeiro resultado utilizável foi um pequeno programa capaz de soletrar o que aparecia na tela do computador, através da reprodução de arquivos pré-gravados com os sons das letras. Contando apenas com este apoio, Marcelo desenvolveu um editor de texto simples e funcionalmente completo, apenas com a restrição de que a leitura de textos era também soletrada.

Motivados pela necessidade criada nestes primeiros experimentos, em poucos meses Antonio Borges e outros alunos, em projeto de fim de curso, conseguiram construir o primeiro sintetizador de português do Brasil, que apesar de precário melhorava extraordinariamente o potencial de leitura de textos do sistema.

Em poucos meses, um pequeno conjunto de programas já dava o feedback mínimo para um estudante escrever e ler com independência. Batizado como DOSVOX (a voz do DOS, sistema operacional muito usado na década de 1990) ganhou uma interface padrão, baseada num sistema de menus sonoros e de feedbacks auditivos cuidadosamente preparados, e que se tornou modelo para os quase 100 programas que hoje constituem o sistema. Ao longo do tempo, esta interface foi muito aprimorada, mantendo entretanto sua principal característica: poder ser utilizado confortavelmente por pessoas sem contato prévio com informática, o que permitiu a ampla disseminação num país com alto índice analfabetismo digital como o Brasil.

Mesmo tendo sido completamente reescrito para execução em Windows e posteriormente para Linux, o nome DOSVOX foi mantido por razões históricas.

 
Disseminação

Durante os primeiros anos o produto foi comercializado a um preço baixo (70 dólares) e parte do lucro obtido revertido para o desenvolvimento do próprio sistema. Hoje o sistema é distribuído gratuitamente pela Internet, sendo seu desenvolvimento custeado principalmente com recursos internos do Núcleo de Computação Eletrônica.

A partir da disseminação apoiada por diversas instituições de renome como o Instituto Benjamin Constant, no qual tem sido utilizado na educação básica de crianças e jovens deficientes visuais, o DOSVOX ganhou credibilidade e veio a tornar-se o sistema de acessibilidade mais usado no Brasil.

O DOSVOX foi traduzido para o espanhol, originalmente na Fundação Braille do Uruguai e posteriormente na Universidad de las Américas sendo esta versão usada em países que falam espanhol.

A versão Linvox foi originalmente gerada pelo professor Gabriel Pereira da Silva e posteriormente reprojetada pelo SERPRO, sendo batizada de sistema SINAL.
 
Descrição do sistema

O programa é hoje distribuído em versões para Windows e Linux e é um software desenvolvido segundo a filosofia Open Source. A versão para Linux é também chamada de Linvox.


O DOSVOX é composto de:

  • Sistema operacional que contém os elementos de interface com o usuário;
  • Sistema de síntese de fala, incorporando um sintetizador simples para português e conexão para sistemas profissionais de síntese de voz;
  • Editor, leitor e impressor/formatador de textos;
  • Impressor/formatador para Braille;
  • Programas sonoros para acesso à Internet, como Correio Eletrônico, Telnet, FTP e acesso à WWW.
  • Diversos programas de uso geral para o cego, como caderno de telefones, agenda de compromissos, calculadora, preenchedor de cheques, cronômetro, etc.
  • Jogos de caráter didático e lúdico;
  • Ampliador de telas para pessoas com visão reduzida;
  • Programas para ajuda à educação de crianças com deficiência visual;
  • Leitor de telas/janelas (versão para Windows)
Atualmente o NTE de Silvânia, a pedido de algumas escolas, vem testando o Linvox no software Linux Educacional 3.0 buscando a inclusão de alunos deficientes visuais no uso do computador.


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